19 de julho de 2026
2026: o Ano Global da Dor Neuropática

A dor neuropática acontece quando nervos ou vias do sistema nervoso ficam lesionados ou desregulados. O resultado é um alarme que não desliga.
Em vez de uma dor apenas mecânica, surgem sinais próprios desse tipo de dor: queimação, choques, formigamento doloroso, dormência com dor, sensação de agulhadas e hipersensibilidade ao toque — a ponto de, em alguns casos, um estímulo leve como roupa encostando ou um lençol já ser suficiente para provocar dor.
Em números
- Prevalência: 7% a 10% da população
- Quadros frequentes: ciatalgia, neuropatia diabética
- Outras causas: cirurgia, trauma, herpes-zóster, compressão nervosa
Mesmo com essa prevalência, a dor neuropática segue subdiagnosticada e subtratada — alimentando um ciclo de tentativas sucessivas, sofrimento prolongado e perda de qualidade de vida.
Por que o foco de 2026 faz sentido
O objetivo declarado é avançar rumo à medicina de precisão: identificar mecanismos, não apenas "dar nome" à dor. Em muitos pacientes existe mistura de componentes periféricos e centrais, participação do sistema autonômico e influência de fatores psicológicos e sociais que modulam intensidade, incapacidade e prognóstico.
Como isso se traduz na prática clínica
Na MindClin, em casos selecionados de dor complexa com componente neuropático, o trabalho é investigar o que está mantendo o sistema nervoso em "modo de alarme" e quais mecanismos estão por trás da dor em cada paciente — não apenas tratar o sintoma isoladamente.
Quando há sinais de que o sistema simpático — parte do sistema nervoso autonômico — está contribuindo para a manutenção do quadro, o Bloqueio Simpático Venoso (BSV) pode ser uma opção para reduzir esse sinal de entrada periférico e ajudar a reorganizar a resposta dolorosa. O procedimento é realizado com uma combinação de medicamentos — geralmente incluindo cetamina associada a outros fármacos — sempre com indicação criteriosa, monitorização e reavaliações frequentes, dentro de um plano de cuidado estruturado.
"Dor neuropática pede precisão, acompanhamento e estratégia — e isso, no fim, é o que mais devolve esperança para quem já tentou de tudo."
Se 2026 é o ano de colocar a dor neuropática no centro da conversa, que seja também o ano de qualificar o diagnóstico, explicar melhor ao paciente e abandonar soluções genéricas.
Convive com queimação, choques ou formigamento que já dura meses? Uma avaliação dedicada pode identificar o mecanismo por trás da sua dor.